Mãos protegem uma casa de madeira com telhado azul, ao lado de uma chave e blocos de alturas crescentes, simbolizando proteção do imóvel e crescimento do seguro fiança.

Seguro fiança cresce 30,6% e ganha espaço no mercado de aluguel

O crescimento do mercado de aluguel também movimenta os serviços que fazem parte dessa relação. Um exemplo é o seguro fiança, cuja arrecadação alcançou R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2026, uma alta de 30,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados, atribuídos à Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg, foram apresentados em reportagem do portal Portas. Para quem tem um imóvel alugado, eles colocam em evidência um assunto que merece atenção: a proteção da receita do aluguel.

Um avanço que vem de outros anos

O resultado de 2026 dá continuidade a uma expansão que já aparecia nos números anteriores. Em 2025, a modalidade movimentou R$ 2 bilhões, quase quatro vezes os R$ 510 milhões registrados em 2019.

Essa trajetória mostra que o seguro fiança passou a movimentar um volume financeiro maior no mercado. Porém, é importante interpretar o indicador corretamente: os valores representam a arrecadação das seguradoras, e não a quantidade de contratos.

Portanto, o crescimento de 30,6% não significa, necessariamente, que 30,6% mais imóveis passaram a contar com essa garantia. Ainda assim, o resultado evidencia a expansão financeira da modalidade.

Mais pessoas morando de aluguel ajudam a contextualizar o cenário

A reportagem também traz dados do IBGE sobre a presença do aluguel na moradia dos brasileiros. Em 2000, 12,6% da população vivia em domicílios alugados. Em 2022, essa proporção chegou a 20,9%.

No último Censo, eram 42,2 milhões de pessoas em 16,1 milhões de domicílios alugados.

Os períodos são diferentes, por isso esses números não explicam sozinhos o avanço do seguro em 2026. Mas ajudam a enxergar uma transformação mais ampla: o aluguel passou a fazer parte da vida de uma parcela maior da população.

Para o proprietário, esse cenário reforça a importância de olhar para o imóvel como uma fonte de renda que exige acompanhamento. A procura por moradia é uma parte dessa relação; a organização do contrato e dos recebimentos também precisa entrar na conta.

As indenizações também aumentaram

Outro dado relevante é o crescimento dos valores pagos pelas seguradoras. No primeiro semestre de 2026, as indenizações chegaram a R$ 380,3 milhões, uma alta de 31,1%.

Esse resultado mostra que, junto com a arrecadação, aumentou o volume financeiro destinado aos pagamentos de indenizações.

Isso não permite afirmar, isoladamente, que a taxa de inadimplência dos inquilinos cresceu na mesma proporção. Para chegar a essa conclusão, seria necessário conhecer outros indicadores, como a quantidade de contratos segurados e a frequência dos casos cobertos.

Mesmo com essa diferença, o dado aproxima a discussão da realidade do proprietário: os riscos previstos nos contratos podem se transformar em situações concretas, com impacto sobre a renda do imóvel.

São Paulo apresenta um retrato dessa presença

Na pesquisa do Creci-SP referente a julho, citada pela reportagem, o seguro fiança apareceu em 36,5% dos contratos de aluguel de casas e apartamentos na capital paulista.

Na mesma pesquisa, o depósito caução representou 28,2%, enquanto o fiador respondeu por 22,9%. O título de capitalização teve participação de 5,5%.

Nesse levantamento, o seguro fiança foi a modalidade mais utilizada entre as opções mencionadas.

O resultado se refere à cidade de São Paulo e não deve ser aplicado automaticamente ao Rio de Janeiro ou ao restante do país. Ainda assim, oferece um exemplo da presença que essa garantia já alcançou em um grande mercado urbano.

O que esses números representam para o proprietário?

Em conjunto, os dados mostram um mercado de aluguel mais presente na vida dos brasileiros e uma expansão financeira do seguro fiança ao longo dos últimos anos.

Nossa leitura é que esse movimento reforça a importância de discutir a proteção do contrato desde o início. Para quem depende do aluguel para complementar a renda, a escolha da garantia merece tanta atenção quanto o valor anunciado.

Isso não significa que uma modalidade seja a melhor para todos os imóveis. Significa que vale entender as alternativas, avaliar suas condições e acompanhar o contrato durante toda a relação com o inquilino.

Na Sinai Imobiliária, acompanhamos os assuntos que impactam quem aluga e quem coloca um imóvel para alugar. Continue acompanhando nosso blog para entender essas mudanças e tomar decisões mais bem informadas sobre seu patrimônio.

Perguntas frequentes

1. Quanto o seguro fiança cresceu no primeiro semestre de 2026?

Segundo a reportagem, a arrecadação cresceu 30,6% em relação ao primeiro semestre de 2025, alcançando R$ 1,2 bilhão.

2. Esse percentual representa o aumento do número de contratos?

Não. O indicador mede a arrecadação das seguradoras. Ele não informa, por si só, a variação na quantidade de contratos.

3. O crescimento começou em 2026?

Os números apresentados mostram uma expansão anterior: a arrecadação passou de R$ 510 milhões em 2019 para R$ 2 bilhões em 2025.

4. A alta das indenizações significa que a inadimplência aumentou 31,1%?

Não é possível concluir isso apenas com esse dado. O percentual corresponde ao crescimento do valor das indenizações, e não à taxa de inadimplência.

5. O seguro fiança é a garantia mais utilizada em todo o Brasil?

A pesquisa citada aponta sua liderança na capital paulista, no período analisado. Esse resultado não permite afirmar que o mesmo ocorre em todas as cidades brasileiras.

Fonte: Portal Portas, reportagem publicada em 30 de setembro de 2026, com dados atribuídos à CNseg, ao IBGE e ao Creci-SP.