Minimercados ganham protagonismo em condomínios residenciais

22.set, 2020 |
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Se o fácil acesso a serviços já estava entre os fatores que norteiam novos empreendimentos imobiliários, com a chegada do novo coronavírus a questão se tornou central. Agora, além de localização estratégica, as incorporadoras estão apostando em três características: comodidade, comodidade e comodidade. E por comodidade entenda-se não só proximidade de tudo – transporte, comércio, lazer – como também praticidade.

Apesar da variedade de comércios de bairro, o alto volume de compras de alimentos de moradores serviu de alerta para a necessidade de uma opção mais conveniente e prática. “A implementação de minimercados em empreendimentos imobiliários segue uma tendência de comportamento, cujo crescimento temos observado nos últimos anos, que visa uma experiência de moradia facilitada”, afirma Ricardo Laham.

As pessoas estão se adaptando bem ao sistema de autosserviço e honest market – ou mercado honesto, conceito baseado na relação de confiança em que o cliente escolhe o produto e paga por ele sem precisar de atendentes para intermediar ou monitorar a transação.

Há ainda abertura para itens de produção autônoma ou artesanal. “Até 20% do mix pode ser de orgânicos, pães artesanais, azeites, brigadeiros, sabonetes, velas e alguns artesanatos”. Para garantir segurança ao consumidor final, tudo passa por uma curadoria que avalia qualidade, validade e histórico do fornecedor.

Tecnologia e o minimercado 4.0

Tecnologia é a cervical que faz a ideia do autoatendimento funcionar. Presente há seis anos no universo corporativo, a Nutricar passou recentemente a atender também condomínios residenciais com seu modelo de minimercado 4.0. Ferramentas como biometria e reconhecimento facial garantem o controle de quem tem acesso à geladeira de bebidas alcoólicas, por exemplo. A possibilidade de escolher entre diferentes métodos de pagamento democratiza o serviço.

Café da manhã fresquinho dentro do prédio

Fazer supermercado por aplicativo já era hábito para o cientista da computação Douglas Calzzetta Filho, de 31 anos, que está em home office desde o início da pandemia. Com a instalação de uma unidade da Market4u no condomínio em que vive, diz que a história ficou mais fácil. “Volta e meia eu sentia falta de alguma coisa, como um chocolate, energético, sorvete ou uma cerveja gelada à noite.”

A novidade tem contribuído até para mudar a qualidade do café da manhã. “Como moro sozinho, o pão de forma que comprava no mercado de rua acaba vencendo”, diz. “Agora desço para pegar opções aqui mesmo e isso tem me ajudado a ter hábitos mais saudáveis.”

Quanto ao sistema de autoatendimento, ele fala que não teve dificuldades, mas que é possível pedir ajuda caso surjam dúvidas. “A loja é monitorada 24 horas, tem câmeras, microfone e autofalante”, conta. “Outro dia desci à noite para pegar uma bebida e, como demorei na frente da geladeira, ouvi uma voz de mulher perguntando se estava tudo bem, se eu precisava de ajuda. Até levei um susto”, diverte-se.

Os moradores também têm um canal direto pelo aplicativo. “Por exemplo, se a pessoa manda uma mensagem em um final de semana falando que não tinha carvão, certamente vai encontrar no próximo.”

Fonte: Estadão

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