Seguro no financiamento imobiliário evita problemas para compradores

22.ago, 2019 |
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Seguro no financiamento garante pagamentos de parcelas da casa dos sonhos em diversos imprevistos e até mesmo reforma do imóvel

O sonho da casa própria costuma ser acompanhado de financiamento imobiliário e pagamentos que podem se estender por décadas. Por isso, não é possível garantir totalmente que a situação do comprador na hora de assinar o contrato será a mesma até o final. Assim, o seguro habitacional para o financiamento é importante por gerar garantias às instituições financeiras e às pessoas. Para o cliente, haverá uma certeza que vai conseguir saldar a dívida mesmo que ocorra um imprevisto em sua vida, como morte ou invalidez. E para a instituição financeira, fica a garantia que ela vai receber o valor total devido. Além disso, há apólices com benefícios como indenização ou reconstrução em caso de danos físicos no imóvel.

Saiba quais são os seguros exigidos na hora de fazer um financiamento e a importância deles.

Obrigatoriedade

(Foto: Shutterstock)

seguro habitacional é obrigatório quando o financiamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – engloba imóveis com valor de até R$ 1,5 milhão. As condições são padronizadas para todas as seguradoras e o governo federal participa da operação. Neste caso, a instituição financeira exige as coberturas para morte e invalidez permanente do mutuário (MIP) e para danos físicos ao imóvel (DFI).

Já para os imóveis que não se encaixam no SFH, cada seguradora administra a carteira de seguros e segue as normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep). As instituições financeiras costumam oferecer um seguro com, pelo menos, as mesmas coberturas MIP e DFI. É importante ler o contrato e entender os serviços oferecidos pelo seguro, que pode ter contratações adicionais interessantes e até aumentar o valor do serviço.

MIP

A cobertura de seguro por morte e invalidez permanente do mutuário (MIP) assegura o mutuário em caso de morte ou invalidez permanente. Ela se estende também para outro membro da família quando o financiamento é dado para mais de uma pessoa. Se o único membro responsável falecer ou ficar inválido, o financiamento será totalmente quitado. Caso haja mais de uma pessoa responsável, a indenização será proporcional.

“Quando acontece de o titular ou um dos titulares do financiamento morrer, por exemplo, pode ser um problema para todos. A construtora vai precisar pedir a devolução ou a família vai precisar se sacrificar para quitar. Se o dono comprou para deixar um patrimônio para a família, ele poderia não realizar esse objetivo. O seguro ajuda a manter esse patrimônio”, afirma Carlos Valle, vice-presidente de Relações com o Mercado da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor).

DFI

(Foto: Shutterstock)

Existe ainda a cobertura por danos físicos ao imóvel (DFI). Ele assegura vários sinistros como incêndio, queda de raios, explosão, inundação e alagamento. O valor a ser indenizado será o equivalente para a reparação dos prejuízos para deixar o imóvel igual como era antes do ocorrido. É importante atentar que, mesmo que alguns fatores sejam externos, o seguro não protege os pertences internos como eletrodomésticos.

Consumidor pode escolher seguradoras

(Foto: Shutterstock)

O seguro é obrigatório e mutuário tem o direito de escolher. É comum que as apólices já venham embutidos dentro do valor da parcela do financiamento ou descritos no contrato. Ainda assim, é possível alterar e fazer a escolha entre diversas instituições, podendo, inclusive, gerar alguma economia. “O mutuário tem o direito de saber quanto daquela parcela é o preço referente ao seguro. Ele pode saber quanto está financiando e quanto está pagando de seguro por mês. Assim, o comprador pode procurar um corretor de seguros e comparar entre seguradoras diferentes e pode pagar o seguro à parte”, explica Carlos Valle.

Valor

(Foto: Shutterstock)

O valor do seguro costuma estar inserido dentro da parcela do financiamento. O valor médio está entre 1% e 3% do valor que se paga mensalmente. “É uma taxa baratíssima, principalmente se levarmos em consideração à garantia que o seguro acaba oferecendo”, ressalta o dirigente da Fenacor.

Garantia diante de imprevistos

A segurança que garante a importância do seguro no financiamento habitacional pode ser evitar problemas com o sonho da casa própria. Afinal, há a cobertura para que o financiamento possa ser quitado mesmo em casos de eventuais situações que não estavam previstas. “Quando a pessoa financiar, vai ter um seguro que garante que ele será quitado. É extremamente importante porque ele garante o pagamento do imóvel. O seguro está vinculado ao débito do imóvel e, durante esse período, se a pessoa morrer ou ficar inválida, o seguro vai quitar o imóvel”, pontua Carlos Valle. Além disso, em casos de sinistros, o seguro vai evitar que o mutuário tenha gastos que não estavam no orçamento e fazer com que ele consiga continuar pagando as parcelas. Ou seja, é uma garantia para os dois lados, tanto para o mutuário quanto para a instituição financeira.

O que é financiamento de imóveis?

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