Segurança privada chega aos condomínios

25.jul, 2019 |
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“Os seguranças precisam ter postura, disciplina e saber servir, além, é claro, de ser habilitados”, Osvaldo José, síndico profissional

Mesmo ainda não sendo algo muito comum de ser visto, muitos condomínios vêm escolhendo contratar empresas de segurança privada para que os moradores possam se sentir mais protegidos. No entanto, no momento em que se pensa em contratar um serviço deste tipo, é preciso estar atento aos detalhes, como a regularidade da empresa, que deve estar documentada; alvará; certificado de segurança emitido pela Polícia Federal; as regras contidas na legislação.

No quesito segurança, existe um conjunto com diversos aparatos tecnológicos que contribuem para que ele seja eficaz: cerca elétrica, fotossensor, sistema de alarmes, circuito fechado de televisão, entre outros. Porém as pessoas ainda sentem a necessidade do recurso humano, que vai além da tecnologia, papel esse que muitas vezes apenas um porteiro tradicional não seja capaz de desempenhar.

“Normalmente condomínios não adotam a questão da segurança privada, seja ela armada ou não, só se for o caso de localidades mais vulneráveis”, aponta Kelsor Fernandes, presidente do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-BA).

“O que vem ocorrendo bastante é alguns condomínios de uma mesma rua se juntarem para colocar câmeras na rua ou contratar um segurança para fazer rondas. Perde um pouco a privacidade, mas é uma forma de se sentir mais tranquilo”, reflete.

Critérios de seleção

É preciso também ter uma preocupação maior no momento de selecionar os profissionais que terão o dever de garantir essa segurança ao local. “Essa é a primeira etapa, é essencial avaliar o perfil das pessoas na seleção, pois os seguranças precisam ter postura, disciplina e saber servir de forma apropriada o pessoal, além, é claro, de ser um profissional habilitado”, pontua o síndico profissional Osvaldo José.

“Tudo deve estar bem claro no contrato e ter atestados de capacidade mental apresentados, para que não ocorra nenhum contratempo, já que é um serviço que deve vir para resolver os problemas, não causá-los”, reforça Kelsor.

Anderson Costa, funcionário do setor comercial de uma empresa de segurança, que atua há 18 anos no mercado de segurança no Brasil, com sede situada em Salvador, conta que muitos condomínios de luxo na cidade têm escolhido adotar não só a segurança patrimonial, como também o uso de segurança armada.

“É necessário entender que um condomínio é diferente de uma empresa”, afirma. “O treinamento destes funcionários deve ser diferenciado para os diferentes cenários nos quais eles irão trabalhar. Um condomínio contém um livro de regras que deve ser respeitado, todo o procedimento deve ser feito de acordo com o que a lei do condomínio permite”, explica.

Anderson conta também que sua empresa presta cursos não só para os seguranças da empresa, fazendo treinamento condominial nos locais em que são contratados, ensinando procedimentos de segurança e planos de ação, que devem ser personalizados para cada condomínio, pois cada cenário exige uma forma de agir.

União de todos

“Não é só o vigilante que faz a segurança, os moradores precisam saber como se portar caso presenciem algo que não está certo, saber como acionar a todos e procurar ajuda da forma correta”, esclarece.

Outro ponto que gera bastante divergência de opiniões é sobre a diferença de funções que um segurança tem de um porteiro. Kelsor afirma que um segurança não pode desempenhar de forma alguma o papel de porteiro, por conta do treinamento diferenciado que as duas funções possuem. Por sua vez, Osvaldo aponta que isso pode, sim, acontecer, já que um segurança passa por diversos treinamentos voltados para a atuação nos condomínios, incluindo o de controlar o acesso no local.

Fonte: Portal A TARDE – Por Gabriel Franga, sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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